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Dos centenas de pontos medidos no século XIX, a maior parte sumiu sob estradas, plantações e cidades. Em 2005, a UNESCO inscreveu 34 pontos que sobraram na lista do Patrimônio Mundial, como um bem só, dividido entre dez países.
A distribuição dos marcos segue o mapa atual: Finlândia, com 6; Bielorrússia, com 5; Noruega, Suécia e Ucrânia, com 4 cada; Estônia e Lituânia, com 3; Letônia e Rússia, com 2; e Moldávia, com 1.
COMO É UM MARCO DE STRUVE
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O marco original costuma ser pequeno. Pode ser um furo cilíndrico aberto na rocha, um tijolo enterrado, uma cruz entalhada no granito ou uma pedra com um sinal no centro. Sobre ele ficava o instrumento, e é dele que saíam as miradas para os vizinhos.
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Nos séculos seguintes, os países acrescentaram monumentos para que os pontos fossem achados. Na Lituânia, em Meškonys, há um obelisco. Na Bielorrússia, vários pontos ganharam pilares de pedra com o desenho do arco gravado.
Na Estônia, um dos pontos fica dentro do antigo observatório de Tartu, no prédio onde Struve trabalhava. Ali, a medição começou pelo ponto zero da cidade, ainda hoje visível para quem visita o museu.
Na Rússia, os dois pontos ficam na ilha de Gogland, no golfo da Finlândia. A ilha é pequena, rochosa e servia de ponte de mira entre a costa da Finlândia e a da Estônia, separadas por água demais para uma mirada única.
Na Finlândia, alguns marcos estão em ilhas de lagos e em morros de floresta, onde só se chega a pé. Em Tornio, na fronteira com a Suécia, um ponto fica no alto da igreja de Alatornio, porque a torre do templo já era a construção mais alta da região.
No extremo norte, a coluna de Fuglenes foi erguida em 1854 para marcar o fim do arco. No sul, em Staro-Nekrasivka, a Ucrânia ergueu um monumento perto do último ponto medido.
Visitar os 34 marcos exige uma viagem que passa por línguas, moedas e alfabetos diferentes: latino, cirílico, e as letras próprias do finlandês e do lituano.
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